- Eu não consigo mais. – Estava no meu limite.

- Goza na minha boca então gostosa! – Ela me pediu.

Gozei demoradamente como nunca havia gozado em minha vida... Ela sugou, se
lambuzou e limpou todo o meu líquido quente que saía de dentro de mim.

- Sente o seu gosto agora. – Me beijou. - Tá vendo como é delicioso?

Realmente era um gosto diferente e saboroso, eu quis devolver todo o prazer que ela
me deu...

- Agora é minha vez deixa eu te provar. – Pedi quase suplicando, sentindo reascender o
desejo.

- Outro dia, tenho que ir...

Segurei-a pelo braço suplicando que ficasse com um olhar, mas tive em resposta
apenas um beijo demorado e delicioso, se vestiu e me deixou ali, sem nenhum
ressentimento. Garota malvada! Abri um sorriso de satisfação e toquei meus lábios
com a ponta dos dedos ainda sentindo meus lábios queimarem.

No outro dia no café da manhã, sentadas à mesa, estávamos eu, Larissa e Carla.

- A noite foi boa ontem, heim! – Carla disse olhando para Larissa.

Como eu fiquei? Poxa... Toda vermelha, né?

O irmão da Carla então se sentou conosco e deu um beijo em Larissa... Beijo não!
Gente, aquilo foi um beijasso...

- É, realmente, foi muito boa, não é minha gata? - Respondeu o tipinho...
- Então inventa uma história pra Carla e diz que tem que dormir aqui. – Ela tava louca?
Recuperei meus sentidos e disse:

- Você tá louca!

- Você quer ou não quer um beijo?

Afinal, eu queria mesmo o beijo? Claro que eu queria, né? Hey, parem com isso, é só
experiência...

Respondi que sim.

- Então faça o que eu te falei. – Que mandona...

Não estava entendendo o que ela estava fazendo, mas eu concordei, ela saiu dali e foi
se despedir de algumas pessoas... Fui até a cozinha.

A Carla estava lá. Minhas mãos soavam, talvez por medo dela desconfiar... Qual o meu
problema? Será que eu tava delirando? Eu estava com medo da Cá descobrir e não de
beijar uma garota?

- Carla, eu esqueci minhas chaves de casa, e não quero acordar meus pais, posso
dormir aqui? – Ufa, consegui dizer tudo de uma só vez.

- Não esquenta, tá tudo bem. O quarto é logo ali, vou pegar um lençol. – Uau, ela engoliu
a história... Eu tava radiante... Feliz... Completamente abobada... Por causa de uma
garota... Peraí... Eu falei direito? Por causa de uma garota? Aiaiaiaia.

No quarto fiquei sentada na cama lendo um livro, estava esperando por ela, mas ela
estava demorando demais. Fiquei muito tempo ali esperando. Morrendo de raiva! Como
ela combina algo assim e não comparece? Desliguei a luz do quarto e, quando ia me
deitar, ela abre a porta e entra...
www.ambiente.us    MAY | MAYO 2010

Sou lésbica?
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Por Ghost Opera
Ghost Opera estreia seus contos eróticos

Quando a vi pela primeira vez estava em uma festa. No instante em que coloquei os
olhos naquela garota eu já sabia que não seria fácil esquecê-la, eu tentava de todas
as formas me distrair, mas meus pensamentos insistiam em buscá-la.

Só pra deixar bem claro: eu não gosto de mulheres, tá? Ela só era... Linda de morrer.
Digo, atraente.

Ela era perfeita, rosto delicado, lábios médios, pele branca, cabelos claros, olhos
verdes, e que olhos viu... Nariz perfeito, enfim, uma garota linda. Retomei os sentidos
e resolvi não olhar mais, as pessoas poderiam perceber, era impossível não admirar
tal criatura, ela realmente havia me deixado, digamos, enfeitiçada. Chegando a hora
fui embora pra casa, sempre pensando nela, e isso durou uma semana até que eu a
esquecesse de vez. Pelo menos eu achava.

Ainda não gosto de mulheres... Que isso fique bem claro.

Três semanas depois, minhas amigas insistiram para que eu fosse
ao aniversário da Carla, meio desanimada aceitei o convite,
peguei carona com as meninas e fomos ao aniversário.
.
.
.







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Chegando no apê da Carla, cumprimentei
todos de uma forma geral tipo “e aí gente”.
Eu não conhecia metade das pessoas que
ali estavam, mas tudo bem, eu queria me
divertir pelo menos uma vez. Ah... Vocês
devem estar se perguntando: E aí? Ela
estava lá? Sim! Ali no fundo da sala escura
lá estava ela, linda e com o sorriso
maravilhoso, quase caí ali mesmo, minhas
pernas tremeram, eu não sabia se eu ia
embora ou se ficava.

- Oi!
.

Juro que naquele instante achei que fosse desmaiar de verdade, mas me contive e
correspondi com um “oi, e aí, como vai?”, fugi para a mesa dos frios e lá fiquei... Ótima
tática pra fugir, né? Na verdade não, as pessoas achariam que eu era uma gulosa
devorando a comida. Peguei algumas coisinhas para beliscar, mentira, na verdade eu
literalmente devorei quase tudo, eu tava nervosa. Me sentei numa cadeira próxima à
mesa e continuei comendo, as meninas ficavam tirando foto e foi quando eu ouvi:

- Larissa, vem tirar foto com a gente...

E ela então apareceu... Visão dos deuses, e agora tudo parecia estar em câmera lenta...
Exagero? Nada... Enfim, agora soube o seu nome.
Comecei a reparar na sua roupa, porque antes nem havia tido tempo nem estabilidade
emocional para isso. Ela usava um vestido verde até a metade da coxa e um cinto preto
na cintura só pra marcar o corpo, uma parte do vestindo caindo no ombro esquerdo,
dando aquele charme, sabe? Quando ela sorriu para a foto e olhou pra mim eu tive
vontade de morrer! Sabia que ela havia percebido meus olhos fixos nas pernas dela.
Mas dei um jeito de disfarçar e fui até a mesa de frios comer mais um pouco... Calma
gente, eu não sou nenhuma comilona, mas não tive outra opção. Depois do fatídico
momento OLHANDO-DISCARADAMENTE-PARA-AS-PERNAS-DELA, nossos olhares se
cruzaram de minuto em minuto. Eu? Tava adorando, né?

Sinceramente não sei o que aconteceu comigo. Álcool? Sei lá, mas eu tava louca, era a
única explicação, eu tava devorando, aliás, OLHANDO, só olhando as pernas da
garota... O que há de mal nisso? Parem... Eu não gosto de mulheres e se continuarem
pensando que gosto, eu paro de contar a história... Isso! Melhor ficarem quietas mesmo.

Depois dos parabéns, fomos para a sala conversar um pouco. Depois de algumas
bocejadas da aniversariante, todos desconfiaram e começaram a arrumar as coisas,
lavar as louças, enfim... Fim de festa.

- Carla, eu vou indo... Vou pegar minha bolsa no seu quarto!

- Ok! Obrigada pela presença, foi muito legal você ter vindo.

Fui até o quarto pegar a bolsa e quando estou saindo do quarto topo com quem?
Adivinhem... Sim! Ela em todo seu esplendor. Exagero? Não, a garota era uma deusa
mesmo.

- Já vai?

- Sim. – Respondi meio rubra... Eu disse meio? Completamente rubra.
.

.

- Demorei? – Eu poderia proferir palavrões, mas diante daquela visão não consegui
dizer nada.

Ela se sentou na cama do meu lado e me olhou fundo nos olhos. Palavras naquele
momento eram desnecessárias, afinal, sabíamos bem porque estávamos ali. Percebi
seu rosto se aproximar lentamente do meu, o beijo se fez delicado, carinhoso... Tão
profundo que pude viajar no céu da sua boca. Como descrever aquele momento? Não
sei... Era doce, molhado, macio e muito quente, senti um calor subir pelas minhas
pernas quando ela chupou minha língua com desejo, mordeu meu lábio inferior me
fazendo estremecer de desejo... Que mulher era aquela, gente? Não sei dizer, mas eu
tava completamente extasiada.

Resolvi me soltar, afaguei seus cabelos na altura da nuca, a pele dela era quente e
macia e suave... Meu desejo era beijá-la inteira, sentir seu cheiro, seu gosto... Então
ousei mais, desci a boca até seu pescoço, mordi com carinho...  Ouvi um gemido, não
sei se veio dela ou de mim, naquele instante nem sabia mais o que eu estava fazendo...
Mordisquei seu pescoço e a cada mordida um gemido delicioso. Desafivelei o cinto e
joguei longe, eu a queria inteira...

Queria setir seu corpo, seu calor. Apertei sua coxa esquerda e subi o vestido colocando
a mão nas suas costas, minhas mãos tremiam e pude sentir com a palma da mão sua
pele arrepiada... Nossa, se eu estava seguindo o instinto naquela hora, meu Deus,
provavelmente em outras vidas eu fui lésbica, não estava acreditando no que estava
fazendo. Subi o vestido e ela estava ali, seminua na minha frente, havia pouca luz, mas
eu pude admirar seus seios médios e brancos, acariciei-os com muito carinho,
passando a mão de leve sobre o biquinho rijo, beijei seu pescoço e sussurrei.

- Você tá gostando? – Nossa, provavelmente ela deve ter me achado uma “virgem”.

Ela respondeu com um gemido e um leve movimento de cabeça.
.

- Então me mostra o quanto me quer. – “Então me mostra o quanto me quer?”
Definitivamente eu tava me superando.

Ela se levantou, tirou o vestido e ficou parada na minha frente... Nunca em toda minha
curta existência, que se resumia em dezenove anos, eu havia visto criatura mais bela.
Segurei-a pela cintura e beijei seus seios, fazendo movimentos circulares com a língua,
sugando e me deliciando naqueles montes brancos...  Ela gemia como uma louca. Me
empurrou na cama e se sentou sobre mim, se esfregando, me beijando e roçando os
seios nos meus ainda vestidos. Tirei meu vestido e nossos seios se roçaram me
fazendo pulsar de tesão... Um beijo agora se fez ainda mais intenso interrompido para
um leve sussurro...

- Eu sonho com isso todas as noites desde que te vi na faculdade. – Eu tava sonhando,
ou ela sempre esteve a fim de mim?

Fiquei surpresa no momento, mas eu me deixei levar pelo prazer...

Abracei-a bem forte, foi gostoso demais sentir seu corpo contra o meu... Garanto
meninas, a sensação é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A.

Ela se sentou sobre meu sexo, começou a beijar meu pescoço, me deixando
completamente seduzida... Devorou minha boca com a sua, lambeu meu pescoço,
minha orelha... Desceu a boca até os seios e sugou-os. Eu fui ao delírio, nunca achei
que pudesse sentir tanto prazer, me contorci e ela sussurrou com aquela voz rouca de
desejo...

- Tá gostando, gostosa?

Uau... Que loucura...

- Sim, estou. – Minha voz era falha e denunciava meu estado de êxtase.

Se colocou entre minhas pernas afastando-as, me tocou com a ponta dos dedos
.

enfiando-os pela lateral da calcinha e, quando pensei que não poderia ficar melhor...

- Oh, meu Deus... – Não consegui conter o grito abafado por seus lábios quando ela me
penetrou com dois dedos.

- Geme pra mim, geme...

Gemi baixinho...  Estava com vergonha, poxa... Tá, eu sei que sentir vergonha nessa
hora era o de menos, mas... Bom, eu tinha que manter a dignidade, né?

Aumentou a velocidade das estocadas me penetrando freneticamente.

- Geme pra mim gostosa...

Agora eu já estava soltinha e gemia feito uma louca, estava me levando ao delírio e,
quando eu senti meu orgasmo próximo, ela parou, tirou minha calcinha e começou a
me chupar, me lamber e me comer com a língua, me penetrando. Meus olhos
reviravam...

- Eu vou gozar... – Arrisquei dizer.

- Segura só um pouquinho, vai? – Pediu sedutoramente, olhando em meus olhos com
aquela cara devassa que me enlouquecia.

Prendeu meu clitóris entre os dentes chupando cada vez mais forte enquanto me
penetrava. Eu gritei desesperadamente.

- Calma, assim você vai acordar todo mundo sua doida – Me repreendeu tapando minha
boca e sorrindo divertida.

Continuou a me chupar e eu segurando meus gemidos, enterrando meus dedos em
seus cabelos até que não pude mais...
.

.

Ela olhou pra mim preocupada... Disfarcei ao máximo, mas no fundo estava morrendo
de ciúmes... Não acreditei que aquela safada havia me trocado por um garoto qualquer!
Afe! Tá bom, ele era muito gatinho, mas... aiaiaiai, essa eu perdi!

Completamente frustrada, terminei o café e fui tomar um banho pra voltar à vida real.
Durante o banho, revivi em pensamentos os acontecimentos da noite passada, meu
corpo inteiro se acendeu...

“Melhor esquecer essa garota”, pensei enquanto me enxugava. Saí do banho e vi um
papel sobre a cama que testemunhou minha maior loucura. Um bilhete escrito a caneta:

AMANHÃ ÀS 22H
RUA 153  
ED. CLAIRE DE LUNE
APT. 504
VOU TE ESPERAR.

BEIJOS

LARISSA.

Se eu gosto de mulheres? Bom, ainda não sei... Talvez eu ainda deva tirar essa dúvida
com ela... Ah, mas desta vez ela não me escapa, gente.
.