www.ambiente.us    MARCH | MARZO 2010

Quatro presos políticos e um psicólogo fazem greve de fome
em Cuba

RIO - A oposição cubana segue abalada com a morte do dissidente Orlando
Zapata Tamayo e com o excesso de repressão por parte do governo cubano,
que evitou que seu enterro se tornasse um ato político. Nesta sexta-feira, fontes
da oposição informaram que quatro presos políticos e um psicólogo deram
início a greves de fome nos últimos dias, informa o jornal "El País". São eles
Eduardo Díaz Fleitas, Nelson Molinet e Diosdado González, detidos na prisão Kilo
5, em Pinar del Rio; Fidel Suárez Cruz, da Kilo 8, na mesma região; e o psicólogo
Guillermo Fariñas, que desde quarta-feira não come nem bebe, para exigir a
libertação de 27 presos políticos que estariam em estado grave.

- A chama que Zapata acendeu com sua rebeldia não se deve deixar que se
apague - disse Fariñas por telefone. - Se temos de nos imolar, vamos nos imolar
para demonstrar ao mundo que a morte de Zapata não foi uma casualidade -
acrescentou.

Reina Tamayo, mãe de Orlando Zapata: 'A condolência de Raúl é um cinismo'

Os quatro presos fazem parte do grupo de 75
opositores condenados a até 28 anos de prisão
na chamada "Primavera Negra" de 2003.
( Famílias temem pela sorte de presos políticos
em Cuba que estão com a saúde mais
deteriorada )
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Todos pedem a liberação dos
aproximadamente 200 presos políticos
da ilha, segundo organizações de
direitos humanos não reconhecidas
pelo governo. O presidente da
Comissão Cubana de Direitos
Humanos e Reconciliação Nacional
(CCDHRN), Elizardo Sánchez, disse que
enviou mensagens para os presos
pedindo que eles desistam da greve
de fome. Segundo o jornal "El País",
Sánchez afirmou que a greve não tem
efeito algum para o governo do
general Raúl Castro. ( Mais de cem
pessoas acompanham enterro do
dissidente Orlando Zapata Tamayo em
Cuba )

Mas Fariñas, consciente de que pode
morrer em "três ou quatro dias",
garante que está disposto a ir até o
fim "por suas ideias" e para "mostrar ao
mundo que o que ocorreu com Zapata
não é normal". "Não foi um erro, eles
deixaram-no morrer". No entanto, o
psicólogo conheceu não ter
"esperança" de que sua greve de
.

fome contribua para melhorar a situação dos mais de 200 presos
políticos na ilha.

EUA, União Europeia, Espanha e outras nações pediram que Cuba
liberte seus presos políticos. O presidente cubano, Raúl Castro, disse
lamentar a morte, mas responsabilizou os EUA por ela, a quem acusa
de apoiar os dissidentes.

Cuba diz que em seus cárceres não há presos políticos e sim
"mercenários" recrutados pelos EUA para destruir seu sistema
socialista.

Five More Hunger Strikes
4 Cuban Inmates, 1 Activist Declare Hunger Strikes

HAVANA (AP) - Four Cuban prisoners and an opposition activist have
vowed to stop eating to protest the death of a jailed dissident
following his own lengthy hunger strike.

Diosdado Gonzalez Marrero, Eduardo Diaz Freitas, Fidel Suarez Cruz
and Nelson Molinet are prisoners at the high-security Kilo Cinco y
Medio prison in Pinar del Rio province.

Elizardo Sanchez, head of an independent human rights commission,
said Friday they will refuse solid food.

Activist-journalist Guillermo Farinas (pictured here) also plans to stop
eating. Farinas has held a number of past hunger strikes. This time he
says he won't eat or drink water.

Prisoner Orlando Zapata Tamayo died Tuesday after a weeks-long
hunger strike, sparking international outrage.