www.ambiente.us FEBRUARY | FEBRERO 2010
Um em cada 3 gays assume sexualidade antes dos 15 anos
Mais de 71,1% dos entrevistados na Parada LGBTT assumiram
sexualidade diferente da hetero para a mãe
Agência Estado
Pesquisa da Secretaria da Saúde do Estado de SP ouviu 211 pessoas na Parada
LGBTT
SÃO PAULO - Um a cada três gays assume sua sexualidade diferente da hetero antes
dos 15 anos, segundo pesquisa realizada pela Secretaria da Saúde do Estado de
São Paulo durante a Parada LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e
Transexuais).
De acordo com a pasta, foram ouvidas 211 pessoas entre 10 e 24 anos que
participaram do evento, em junho do ano passado. Do total, 31,3% disseram ter
assumido a sexualidade diferente da hetero entre os 10 e os 14 anos, 62,8% entre 15
e 19 anos e apenas 5,9% após os 20 anos. O estudo mostrou ainda que 71,1% dos
entrevistados tinham assumido sua sexualidade diferente da hetero para a mãe. Os
que contaram para o pai representaram 56,8% do total.
Entre as pessoas do sexo masculino, 42%
responderam que haviam se relacionado
sexualmente com mais de 10 parceiros e
19,4%, com cinco a nove parceiros. Já entre
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as mulheres, 35% informaram
terem tido relacionamento
com mais de 10 parceiros e
30%, com cinco a nove
parceiros.
Metade das pessoas ouvidas
relatou ser vítima de
preconceito, discriminação
ou falta de respeito nos
serviços de saúde. Alegaram
falta de atenção, descaso ou
desinteresse no atendimento
9,95%. Entre os entrevistados
do sexo feminino, 61,6% vão
ao médico preventivamente
e, entre os do sexo masculino,
52,2%.
"A rede de saúde precisa acolher esses adolescentes e não inibi-los, pois a
vulnerabilidade pode fazer com que o jovem adote comportamentos de risco. O
acompanhamento médico adequado dos jovens deste grupo pode evitar o
surgimento ou agravamento de problemas de saúde", afirma a coordenadora de
Saúde do Adolescente da secretaria, Albertina Duarte Takiuti.
Programa específico
Ainda segundo a pasta, um programa específico está sendo desenvolvido

para atendimento de adolescentes LGBTT em todo o Estado. Em novembro foi
realizada uma grande capacitação para cerca de 800 profissionais de saúde, entre
médicos, enfermeiros, psicólogos e dentistas, que trabalham em serviços de saúde
voltados a jovens.
O objetivo da iniciativa é preparar a rede para abordar o adolescente de forma que
ele não se sinta discriminado, para que fique à vontade para falar sobre sua conduta
sexual ou afetiva, deixando de lado medos e vulnerabilidades que possam levá-lo a
comportamentos de riscos à saúde, como o sexo sem preservativo ou abuso de
drogas e álcool, por exemplo.
Por conta desse programa, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas)
convidou a secretaria para colaborar na elaboração de diretrizes que irão nortear o
atendimento em saúde de adolescentes e jovens em toda a América Latina.
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